III Dia da Visita Pastoral
08 de janeiro de 2026
Talvez o dia mais intenso, extenso, plural, institucional, desta visita pastoral. Escolas, Polícia, Associações, Centro de Dia, Centro Educativo, passeio pelo Bairro, Santa Missa e, por fim, o encontro com todos os grupos da nossa Paróquia.
“Como o senhor Bispo, D. Rui Gouveia, foi deixando o Coração de Jesus nas ruas e instituições” podia, muito bem, ser o título deste terceiro dia. Acontece, porém, que este dia não cabe em nenhuma palavra. As palavras, entidades raras, não comportam o infinito. Só a poesia, diz o cânone literário, pode tocar a plenitude, vagamente, muito longe do ponto essencial, o toque é apenas o olhar, tudo o resto, é o Acontecimento, Jesus fez-se Homem e habitou entre nós, mudou a História, porque adentrou no coração dos homens, morreu, a História não o reconheceu, matou-O, e ressuscitou, O Verbo que não cabe em nenhuma palavra, porque é a Palavra, trouxe-O, pelo Espirito a habitar a carnalidade dos homens que se vêm e querem-se livres, libertos, profundamente amados, desejados, queridos, assim está o Senhor Jesus.
E assim, as ovelhas gostam de estar com o seu Pastor. Querem-no próximo, façamos três tendas e fiquemos aqui, a legenda que vivifica a experiência desta Visita Pastoral. D. Rui, Patriarca, D. Rui, Bispo, fiquem conosco. Continuem a visitar as escolas, das nossas queridas irmãs, Escravas da Santíssima Eucaristia e o (seu) Colégio Nossa Senhora das Dores, a Escola Básica Samuel Johnson, as suas crianças e professores, também eles tão presentes com a vossa presença, fiquem, fiquem com os nossos idosos, que vos olham como se olhar fosse ele mesmo, a mais intima conversa com Jesus, o nosso Centro Comunitário Paroquial e quantos nele trabalham sabem bem, conhecem os nosso velhos, assim os tratamos quando deixamos de ser capazes de revisitar a memória de tantas obras escritas com as suas vidas sofridas, fiquem, fiquem nas salas e nos corredores da nossa Polícia, lembrando-lhes que sem eles, as sociedades são infinitamente mais pobres, desordenas, inquietas, inseguras, sem eles, como nos mostrou a Associação Mundos de Papel, as nossas crianças jamais entenderiam a graça da sua existência, fiquem, fiquem com os jovens do Centro Educativo Padre António Oliveira, esse lugar onde o rosto de cada um, da singular imersão da humana condição de sermos homens, de pais para filhos, da culpa e do perdão, da dor à resignação, da verdade ao sonho, do mal ao bem, da complexidade da inteligência à loucura da estupidez, porquê, porquê, eu, eu, um fio nos separa como tantas vezes lembrou o Papa Francisco quando visitava os condenados de si próprios, fiquem, fiquem naqueles minutos vividos com eles, em que todos acreditámos, e também eles, sobretudo eles, que estavam no minuto eterno mas suspenso da sua condição sonhada, fiquem ou se não ficarem por tanto tempo, levem-nos ao Coração de Jesus, à Misericórdia do Pai, ao enlevo do Espírito.
Cumpriu-se o terceiro dia do tempo da Graça. E os nosso grupos e movimentos num atrevimento humilde quiseram que o seu Pastor conhecesse a missão, o carisma, de tantos, e de outros tantos que não estiveram, do Coro aos Leitores, da Legião de Maria à Mater Dolorosa, da Saúde à Cultura, da Irmandade, dos Adoradores aos Ministros da Comunhão. Somos tantos nesta terra tão pequena que sem medos, na companhia dos nossos Padres, com o Padre José Carlos sempre ao nosso lado, temos a graça de dizer sim a Jesus, o nosso TUDO, como nos lembra, todos os dias, D. Rui Gouveira.
Sim, as ovelhas conhecem a voz do seu Pastor.
O dia em imagens:
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